Arquivo de outubro, 2009

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Os últimos séculos foram marcados por grandes tragédias de alcance mundial. Estima-se que a Gripe Espanhola, que obscureceu o mundo à partir de 1918, tenha vitimado entre 20 e 40 milhões de pessoas;  a Peste Negra (conhecida, durante a Idade Média, como peste bubônica), que assolou a Europa durante o século XIV, dizimou entre 25 e 75 milhões de pessoas; o site Wikipédia sugere que a II Guerra Mundial varreu da terra aproximadamente 70 milhões de pessoas (no final deste monstruoso conflito, houve o famoso ataque nuclear a Hiroshima e Nagasaki, que em poucos minutos apagou do mapa estas duas cidades japonesas, contabilizando mais de 200 mil mortos).

Algo em comum marcou a existência dessas tragédias: SUA ABRANGÊNCIA. Não havia barreiras para a proliferação da Peste Negra e nem da Gripe Espanhola. Os títulos de nobreza, a classe social, a cor da pele, o acúmulo de bens e prestígio: nenhum desses distintivos sociais foi suficiente para aplacar a fúria e os efeitos irreversíveis daquelas pandemias que eram verdadeiros “aspiradores de vidas humanas”. Imagine agora o sem-número de crianças indefesas, em Hiroshima e Nagasaki, que brincavam livremente e que, de repente, tiveram sua alegria interrompida pelo efeito avassalador das bombas atômicas lançadas sobre suas cabeças; quantos homens e mulheres que planejavam uma velhice natural, com a casa cheia de netos, paz e muita alegria, e que inesperadamente foram surpreendidos pela convicção de que, em poucos dias, seus corpos ocupariam, juntamente com centenas de desconhecidos, valas coletivas, abertas para esvaziar das cidades os cadáveres que, devido às indomáveis pandemias, multiplicavam-se aos milhares.

Todas as mazelas citadas anteriormente tiveram conseqüências catastróficas. Saber ou não da agressividade das pandemias ou da existência de conflitos políticos entre nações (que inevitavelmente geravam guerras) não tornava quem quer que fosse imune ou isento às suas mortais conseqüências. Dessa forma, centenas de milhares de pessoas morriam sem ao menos saber a razão do repentino “apagar das luzes” e o porquê dos decretos que sentenciavam, para muitos, o “último dia de vida”.

Vasculhar a história e trazer a lume tantos horrores nos causa arrepios. As chacinas promovidas pela fúria humana e biológica nos intrigam até hoje. Tais relatos deixam-nos boquiabertos e arrancam de nós, mesmo que de longe, temor e indignação.

Contudo, a bem da verdade é bom que se entenda que nenhum mal é tão trágico e pernicioso, e nem tem gerado maior miséria, desgraça e morte que o PECADO. Há milhões de pessoas mundo afora que têm sido atingidas, geração após geração, por seus efeitos. Pessoas que, talvez, nunca tiveram uma definição clara da real vileza do pecado e que, por isso, minimizaram sua capacidade destruidora. Triste e perigosa ilusão.

Nalgumas regiões onde imperam conflitos armados, crianças se divertem com granadas imaginando ser alguma espécie inusitada de brinquedo. A alegria dura até o momento em que seus corpos são mutilados pela detonação inesperada do explosivo. Muitos se deleitam nas mais variadas formas de pecado, achando-o atraente e divertido. Mal sabem eles que carregam, amarrados a seus corpos, explosivos que, quando detonados, riscarão suas vidas fulminantemente da presença de Deus. Por isso, na antiguidade, alertou-se que “há caminhos que ao homem parece direito, mas o fim deles são os caminhos da morte”. (Pv 14.12). Afinal de contas, “alguém trará sobre si brasa e não se queimará?” (Pv 6.27). Essas pessoas precisam saber urgentemente que o que pensam ou deixam de pensar sobre o pecado não muda em nada a realidade de que ele as torna inimigas de Deus. Precisam entender que uma vida pecaminosa as afasta do Senhor, da sua graça e amor, lançando-as, finalmente, na perdição eterna do inferno.

Deus é Santo, Santo, Santo. O profeta Habacuque asseverou que Ele é tão puro de olhos que nem ao menos pode ver o pecado. Deduzimos, pois, que ao pecarmos os olhos do Senhor se vão para longe de nós. Mas não nos confundamos. Nosso distanciamento de Deus não se dá apenas porque cometemos atos pecaminosos. Tentemos entender melhor: não somos pecadores porque pecamos. O inverso é o correto: pecamos porque somos pecadores. Pensar que somos pecadores porque pecamos nos levará, erradamente, a imaginar que quando não mentirmos, roubarmos, adulterarmos, matarmos, ou cometermos outro delito qualquer, deixaremos de ser pecadores. Isso jamais será possível. A natureza decaída e pecaminosa está enraizada em nós. Nossa alma está manchada pelo pecado. Qualquer empenho da nossa parte para regularizar tal situação é mera perda de tempo. As mais nobres e louváveis atitudes e ações seriam ineficazes para compensar o fardo de pecado que repousa sobre nós. Somos miseráveis pecadores, carentes da graça de Deus. Nem mesmo toda a água do mundo seria suficiente para lavar nossas almas.

A situação é desanimadora. Parece que nuvens escuras vivem estacionadas sobre nossas cabeças. Ao tentarmos sair da lama do pecado, afundamos cada vez mais. O odor das nossas almas apodrecidas toma conta do ar. Nada mais faz sentido diante do futuro trágico e inevitável a nós reservado. Diante de notícias tão terríveis, resta-nos apenas prantear pelo nosso miserável estado de infortúnio e perdição.

Até que, de repente, saltam das páginas bíblicas palavras que lançam sobre as trevas do nosso ser brilhantes fachos de luz e esperança. João Batista, prenunciando o ministério de Jesus, afirma ser Ele “O Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1.29). O Salvador veio trazer cura para a mais terrível e contagiosa de todas as pandemias: O PECADO. E nenhum antídoto é realmente eficaz, a não ser o SANGUE DE JESUS CRISTO, pois apenas ele “nos purifica de todo o pecado” (1Jo 1.17).

Há esperança para sua vida! Há esperança para todos os que crêem e se entregam ao Filho de Deus. O Apóstolo João nos anima ao afirmar que “se confessarmos os nossos pecados, Jesus é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda a injustiça” (1 Jo 1.9, adaptado).

Eis aqui, diante dos seus olhos, a maior e melhor de todas as notícias. A cura para o pior de todos os males que já atingiu a humanidade está em suas mãos. Jesus Cristo é o antídoto de Deus para a doença chamada PECADO. Engavete esta notícia, e você terá impossibilitado milhões de almas de serem salvas.  Espalhe esta notícia aos quatro cantos da terra e ficarás surpreso com a infinidade de pessoas que serão libertas das garras do inferno, da morte e do diabo.

Francisco Helder Sousa Cardoso

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