À minha mãe, com carinho…

Publicado: 8 de maio de 2009 em Sem categoria

À minha mãe*…

Dia das mães, desde que saí do ninho, tem sido assim: recheado de nostalgia, com emoções à flor da pele, mas acima de tudo, pautado pela agonizante saudade. É impossível não rememorar os doces momentos vividos ao lado de quem me deu tanto de si e, geralmente, não pediu nada em troca. Minha mãe é isso… um dos amores que, acredito eu, talvez mais se assemelhe ao amor do Pai do céu. Amor gracioso, imerecido, angelical…

Permita-me falar mais um pouco, mesmo que de modo deficiente, desse amor. Como já disse noutro texto, um dos meus maiores problemas é sentir-me mudo diante daquilo que me causa forte admiração. Assim, falecem-me o poder da linguagem e a virtude da definição. O coração sente, mas a boca não diz o que vai pela região do encanto e apreço. Mas deixe-me tentar falar, mesmo que em curtas linhas, parte do que há agora pulsando em minha alma.

Sou fã da minha mãe. Para que eu fosse transformado no que sou hoje, muita gente deu sua contribuição. Mas ninguém deu tanto quanto a minha mãe. Desde cedo eu não entendia como aquele anjo nunca adoecia nem se cansava, nunca tinha medo e sempre encontrava meios de me fazer feliz. Como ela conseguia, com meio quilo de carne moída, alimentar uma família tão grande como a nossa…? Nunca entendi que olhar tão profundo era o seu, que conseguia até mesmo saber dos meus sentimentos, medos, alegrias, dores, ainda que eu não dissesse uma palavra sequer… como era bom, mãe, saber que não importava qual fosse o problema, tendo você por perto, tudo seria mais fácil de resolver…

Minha mãe era assim… Não tinha vergonha de nos amar como éramos, de entrar gritando em um hospital com um filho doente nos braços, de enfrentar o mundo para nos proteger. Mulher de fibra, de aço! Mas que, de vez em quando, não continha as lágrimas diante do simples pensamento de nos ver sofrer…

Como era bom ter você por perto, mãe. Quando eu era criança a via como heroína. Ledo engano. Vejo hoje que você é muito, muito mais. Afinal de contas, quem conseguiria, sozinha e dignamente, criar cinco filhos, enfrentando as amargas dificuldades de uma vida marcada pelos poucos recursos e limitadíssimas condições.

Quantas batalhas enfrentadas: nossa infância, enfermidades, toda a despesa de uma vida escolar, e mesmo assim, a senhora desempenhou com excelência esse papel que Deus confiou apenas a você, mãe.

Obrigado. Sem você eu nada seria. Agora, mais do que nunca, a saudade me sufoca. Há um grito dentro de mim. Um desejo incontido de te ver, cuidar de você, te abraçar, dizer que te amo…

Você é o melhor e o maior presente que recebi de Deus. Prometo me esforçar para honrar seu amor, pois eu sei, sinceramente, que nunca poderei pagá-lo.

Te amo, além da eternidade e muito mais além do que as palavras possam transmitir. Te amo.

Com amor

Francisco Helder Sousa Cardoso

* Em homenagem à minha querida mãe, D. Graciema de Sousa Cardoso

Belém-pará (08.05.2009), por ocasião do dia das mães

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